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O desejo pelo amor é o desejo do encontro com o Todo, com a realidade da sua própria divina natureza. “Sim, todo amor é sagrado”…
Quando ele se manifesta, significa que você encontrou uma porta, uma passagem para a aspiração mais profunda da sua alma. Só que a pessoa amada é uma projeção dessa porta. Ela não é a porta em si. Por isso você não deve se entregar à pessoa amada, mas somente ao amor.
Numa relação, nem uma pessoa e nem a outra são o que realmente importa. Só o amor importa e é só a ele que você deve se entregar.
A outra pessoa merece a sua gratidão por ter aceitado o seu amor. Isso deveria bastar. Os dois deveriam seguir livres, vivendo suas vidas, cada um do seu jeito, e não aprisionados às condições impostas mutuamente um pelo outro.
Se você – ou o outro – se entrega à outra pessoa, logo irá impor limites a ela. Você estará rejeitando o amor e substituindo pela sua necessidade de controle.
Do mesmo modo, se você ainda está preso às aramdilhas (criadas por você mesmo) para fugir do amor, também o estará rejeitando. As suas “ficadas”, suas “curtições” e atitudes assim, não são um jeito de viver a sua vida. Nada disso é amor e nem representa a sua liberdade de viver a vida do seu jeito.
Essas coisas podem parecer diversões inocentes, mas são o modo que você encontrou para rejeitar o amor e mantê-lo longe de você. Você se dá a ilusão de afeto, de sensualidade, mas a sua auto-estima continua despencando vertiginosamente. Você continua VAZIO… Você está vazio e ausente. Portanto, não existe “viver a vida” aí.
Colocar o outro numa prisão onde ele possa amar somente a você é tão louco quanto anestesiar a sua ânsia de amor com as suas “curtições”. Em ambos os casos, você despreza o amor em favor dos seus medos.
Amor é liberdade.
Não estou dizendo que quem ama dá liberdade, mas que o amor é a própria liberdade. Quem ama não tem nem o direito, e nem o poder, dar ou tirar a liberdade. Você é livre quando ama. O outro é livre quando reconhece e aceita o amor. Além do amor, compartilhado por ambos, a única coisa que cabe a vocês dois é apenas a gratidão…
Se você ama, não tente impedir este amor de ser compartilhado através do outro… Mas também não o substitua por anestésicos.
Apenas ame, verdadeiramente.
Entregue-se sem medo ao amor e você será realmente livre!
(T.M.C.)
A Ação Compassiva tem lá seus mandamentos… Um, na verdade, mas que, sozinho, substitui qualquer outra lei, divina ou humana. Basta isso, e olhos de ver, para ter uma resposta bem clara e objetiva para a pergunta no título deste post…
MANDAMENTO ÚNICO DA AÇÃO COMPASSIVA
Cessarás toda indiferença no teu coração!
Saberás da tua indiferença por tudo aquilo que tiveres por certo;
Saberás das tuas certezas por tudo aquilo com que te debates;
Saberás dos teus conflitos por tudo aquilo que temes encarar;
Saberás do teu medo por tudo aquilo que desprezas…
Cessa a indiferença e não haverá mais certezas;
Cessa as certezas e o conflito terá fim;
Cessa o conflito e o medo desaparecerá:
Cessa o medo e a indiferença também cessará…
(Por “Estrela da Manhã”)
É muito difícil definir o que é a Ação Compassiva:
Você pode dizer que ela é um “sistema de trabalho interior”, mas logo vai perceber a inexistência de fronteiras entre aquilo que chamamos de “interior e exterior”;
Você pode dizer que ele é um “caminho espiritualista”, mas logo vai descobrir que “espírito” e “matéria” também não possuem qualquer separação entre si;
Você pode tentar enquadrá-la como uma “prática religiosa”, mas logo vai perceber que nada jamais esteve separado ou desligado;
Você pode tentar explicar que ela é uma “prática esotérica”, mas logo vai perceber que nada jamais esteve escondido;
Você pode dizer que ela é um sistema de cura, mas logo vai perceber que a única doença real é a cegueira para a realidade do Amor em toda parte…
Talvez o melhor seja apenas dizer que a Ação Compassiva é um modo de perceber o óbvio, e nada é mais difícil de descrever do que o óbvio…
Talvez o melhor seja simplesmente não tentar definir e, em silêncio, aprender a praticar a Ação Compassiva.
Sempre que fores capaz de reconhecer sinceramente no teu semelhante um membro importante da tua própria família, faz dos teus braços um abraço, e do teu coração uma porta aberta por onde dirás confiante: Eu vi Deus!
Sempre que fores capaz de reconhecer a mais rara das belezas nas coisas mais simples e corriqueiras da tua vida, deixa que teus olhos transbordem ao menos uma solitária lágrima de alegria, e ela brilhará radiante em tua face: Eu vi Deus!
Sempre que detiveres irresistivelmente os teus passos apressados para dar um minuto de alegria a uma criança desconhecida que cruza o teu caminho, permite também aos teus lábios um sorriso sem motivo, e diz com ternura: Eu vi Deus!
Sempre que souberes, com toda certeza do teu Ser, que as turbulências da tua vida não têm causa nas razões que imaginas, cala todas as vozes acusadoras no teu peito, e diz compassivo no teu silêncio: Eu vi Deus!
Mas se o teu Olho Espiritual se abrir, e com Deus te vires face-a-face, abandona todo o resto da tua vaidade ao vento das ilusões perdidas, e diz sem relutar: Eu Sou o que Tu És!
Pois Deus, realizado e exultante, olhará diretamente para ti, e fará ecoar por toda a eternidade: Eu vi Deus!


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